Queridos amigos leitores. Finalmente voltamos ao blog. Adoramos usar as outras mídias sociais, mas infelizmente o conteúdo vai ser perdendo. Por isso vamos começar a centralizar por aqui. Talvez a ordem dos assuntos não seja cronológica. Ainda vamos trabalhar na estrutura do site para colocar categorias nos assuntos. Confesso que precisava de uma assistente para fazer tudo isso. Mas enquanto não tenho, vai do jeito que dá: textos sem revisões, mas de coração. Fotos sem tratamento, mas com emoção.
Como chegamos aqui? Tendo bons amigos, ou melhor, amigos no mesmo grau de aventura que nós. Nossos casal arqutitetônico e viajante mais incrível do mundo, Ingrid e Thiago, resolveram fazer uma viagem, e nós, imediatamente, nos colamos na ideia deles. Porque afinal, quem tem amigos que convidam para viajar pro outro lado do mundo? Meus amigos já nos conhecem: não nos convidem, que nós vamos mesmo! No caso eles nem nos convidaram, nós que nos colamos!! Vir para o sudeste asiático já estava na nossa lista faz muitos anos, mas uma série de acontecimentos nos tiraram da rota, inclusive a pandemia. Enfim, tivemos quase que um alinhamento planetário para poder vir para o outro lado do mundo: nossas famílias estão bem no Brasil, apartamentos todos alugados, nós sem trabalho em New York ou Londres, algum dinheiro guardado para as viagens que não foi gasto durante a pandemia, e a vontade enorme de conhecer mais um pouco este mundão. Era agora ou nunca! (eu sempre falo isso, mas temos a vida toda para viajar).
Nosso ponto de chegada foi Ubud, uma cidade bem no centro da ilha. Ainda não consigo definir bem Ubud baseada nas referências de outras viagens. Um local cheio de templos hindus, excelentes restaurantes, vendedores de rua (o mercado municipal está em obras), ruas quase sem calçadas, ou calçadas muito ruins, trânsito caótico com milhares de motos, e um povo maravilhoso. Parece que todos são felizes aqui. Não vi ninguém estressado, mau humorado, ou carrancudo. Todo mundo sorri e te olha nos olhos.
Um amigo me perguntou como estava a cidade, como era o turismo. Sinceramente, passada uma semana, eu concluo que Bali talvez não seja para turismo, e sim, para experiência. Atravessar o mundo para chegar até aqui exige algum tipo de preparação: tempo, dinheiro, idioma, pesquisa, lidar com o jetlag, alimentação diferente… Não é como pegar um avião e ir para Fernando de Noronha. É se jogar no meio de uma cultura completamente diferente, onde não existe a riqueza esterelizada para te proporcionar só o lado bom. O pacote vem completo. Aqui em Ubud não existe a riqueza financeira que se espera de um lugar turístico, o que pode chocar um pouco quem está acostumado com um turismo confortável. Existe uma riqueza humana, uma riqueza de fé no hinduísmo, e isso pode ser um desconforto para alguns e um complemento para os que entendem que o mundo é uma troca de experiências e não existe superioridade entre os povos. Tem aventura garantida.
Deixo aqui algumas fotos do começo da viagem, e prometo que vou ir postando bem seguido. Um beijo a todos, e boa semana, porque aqui já é segunda-feira.














Poderia por favor contar um pouco da sua entrada em Bali ,qual rota fez e quais documentos e dificuldades encontrou para chegar a ilha , obrigada
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A entrada foi fácil, só precisa do comprovante de vacina do covid, do aplicativo no celular chamado PeduliLindungi (que serve de rastreamento em caso de covid) e pagar a taxa de US$ 37 do visto na chegada (VOA – Visa On Arrival). Como estávamos na Europa, pegamos o voo mais barato que achamos, que foi da cia aérea Scoot (low cost de Singapura). O trecho foi Atenas – Singapura – Denpasar. Às vezes eles pedem a passagem de saída do país, nós compramos a saída para Kuala Lumpur, na Malásya, porque é o trecho mais em conta e vamos seguir viagem por lá. Você vem do Brasil?
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