
Coisa bem feia é falar mal de alguém. Nós sabemos disso, mas também sabemos que as revistas de fofoca lucram justamente por este hábito humano. Provavelmente, alguém deve encontrar vantagem aí. O problema é que o mundo é redondo e, em algum momento, o fulano em questão vai saber que você falou mal dele. Aí, estarão geradas a encrenca e o desconfortável momento de ter que se explicar e se desculpar.
Devido à estrutura sócio-político-econômica do Brasil, geralmente, uma pessoa que nasce pobre vai seguir pobre, e uma abastada vai seguir abastada. É semelhante ao sistema de castas indiano, em que não existe muita mobilidade entre classes sociais. Este cenário possibilita que alguém de classe mais alta sinta-se superior e trate com menosprezo ou fale mal (mesmo que seja um leve preconceito) de alguém de classe mais baixa. A pessoa inferiorizada dificilmente vai ter condições de revidar o ataque.
Já nos Estados Unidos, existe uma mobilidade social bem maior. O famoso american dream promete ascensão, a quem tenha uma ideia boa e trabalhe duro. Assim, aquela pessoa de classe inferior que porventura se sentiu menosprezada por você, pode, num futuro próximo, estar numa posição bem melhor e você ter que depender dela. E isso seria bem desagradável. Sem contar o risco de ser processado no ágil sistema judiciário dos Estados Unidos, que tem a maior concentração de advogados no mundo, sedentos por trabalho!
Se localizarmos essa situação em uma cidade como New York, com um mercado muito ativo e ritmo de vida mais acelerado, as notícias correm rápido e possivelmente você terá menos oportunidade de pedir desculpas nem tentar uma reconciliação.
Portanto, eduque sua língua. O que não pode ser escrito, não deve ser falado e o que não pode ser falado, não deve ser nem pensado! Além do que, um padrão de conversa bem educado gera mais confiabilidade e sempre traz melhores resultados nos negócios.