
Hoje vamos encontrar um casal de amigos queridos no Regent’s Park para um picnic.
São nossos últimos dias em Londres, de um projeto que foi por água abaixo pela pandemia, mas tudo bem. Mudanças são constantes e optamos por não sofrer e levar a vida adiante.
Como disse um querido colega de profissão, o professor Rogério Brant, “no nível de consciência que vivemos, não dá para saber o que é causa e o que é consequência”. As coisas que deram “errado”, ou melhor, que não saíram como planejávamos, sempre geraram algo muito melhor mais adiante.
Mas voltando ao picnic. Aqui em Londres já saímos do lockdown e é permitido sentar nos parques, desde que observado o distanciamento social. Marcelo e eu somos bem adaptáveis à nova realidade. Já pensamos em tudo quando surgiu a ideia do encontro: só quatro pessoas, todos com máscaras para irmos caminhando juntos até o parque, lá sentaremos com dois metros de distância e trocaremos sanduíches embalados individualmente para o nosso almoço, com as mãos devidamente higienizadas por álcool gel. Nada de compartilhar potinhos e ninguém metendo a mão na comida. A mentalidade é mais ou menos assim: já que vou sair, como evitar um possível contágio? Outro cuidado que temos em ir ao parque é ingerir líquidos pelo menos uma hora antes, usar o toilete em casa e não beber com a comida (o que é fácil porque não costumávamos beber às refeições). Utilizar banheiros públicos está fora de cogitação (acredito que inclusive estejam fechados os banheiros nos parques).
Eu não acredito na volta ao mundo como era antes. É a minha opinião, baseada exclusivamente no meu achismo. Nenhum artigo científico para me embasar. Minha pretensão é me adaptar o mais rápido possível ao mundo lá fora com pandemia. Não que eu vá sair como antigamente, mas um encontro com pessoas que eu amo não pode acabar em tragédia de contágio. Outra coisa que conversávamos ontem com outro amigo, é sobre este delicado momento de breves encontros presenciais. Vamos priorizar pessoas que sejam responsáveis. Caso algum de nós se contamine, pedimos que comunique imediatamente todos os que estiverem presentes nos encontros, para tomarmos as previdências necessárias de isolamento e tratamento.
O “novo normal” seremos nós que construiremos. Com afeto, com leveza e principalmente com responsabilidade. Que esta nova fase seja construtiva para um mundo melhor.